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domingo, 9 de março de 2008

Quaerere veritatem


A noção de filosofia esta intimamente ligada ao deus Eros. O Amor, Eros foi concebido quando Vênus nasceu e os deuses estavam festejando. Ao fim do banquete, Penia se pôs a mendigar enquanto Poro dormia embriagado. Penia então se aproveitou da situação, e da união com Poro nasceu Eros, escudeiro e acólito de Vênus. Assim Eros tem as características de seus pais e do lado de Penia herda a característica de estar sempre pobre e muito longe de ser delicado e belo, é sempre amigo inseparável da pobreza, mas por outro lado, segundo a condição de seu pai está sempre próximo dos belos, dos bons, é valoroso intrépido e diligente. Caçador temível, que sempre prepara alguma armadilha e intriga; é apaixonado pela sabedoria, é fértil em recursos, passa a vida a filosofar, é um charlatão, um sofista. Por sua natureza, não é nem imortal, nem mortal, mas em um mesmo dia, floresce, vive, se tem abundância de recursos, morre e depois volta a viver de acordo com a natureza de seu pai. Mas aquilo que ele procura e quer sempre escapa de suas mãos, de modo que o Amor nunca é pobre nem rico, se encontra sempre entre o ter e o não ter, entre a sabedoria e a ignorância. Assim, o Amor é um filósofo, pois é pobreza, aspiração, ignorância, mas é também engenho, abundancia, possessão, sabedoria.

Assim a filosofia é amor à sabedoria, enquanto não é possessão, mas desejo de possuir, aspiração, busca, tendência. Não é a sabedoria, mas somente amor DE ou a busca da sabedoria. Assim, pois, para que exista o desejo da sabedoria, é necessário que antes exista a admiração que é o descobrimento do ser. Portanto para conhecer, é necessário não estar em absoluta ignorância (pois assim nem sequer desejaria conhecer), mas tão pouco haver conseguido alcançar a plena sabedoria. O amor à sabedoria é o intermediário entre a ignorância e o conhecimento. A filosofia não é a possessão plena do ser - que é o que produz o espanto, origem da filosofia – mas o querer possui-lo. E somente o ser, o todo, enquanto conhecido, pode saciar esta aspiração ou tendência fundamental.

Só o homem pode ser filósofo, mas o homem não criou o ser e, por isso, sua aspiração se dirige ao ser que lhe transcende. Mas ainda, é desejo de possuir o infinito, o absoluto enquanto somente o absoluto sacia esta aspiração do homem. E em tal sentido se pode dizer que o objeto da filosofia é o todo; a filosofia e com ela a inteligência do homem é uma ponte entre o finito e o infinito.





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