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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A IMPLANTAÇÃO DA FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO E O CURRÍCULO DE FILOSOFIA DO ENSINO SUPERIOR




Como vimos, a filosofia faz parte dos currículos no Brasil desde a criação da primeira escola de “ensino médio” da Companhia de Jesus em Salvador, mais especificamente com a criação do colégio da Bahia, em 1553. Desde então, segue, marcada pela Ratio Studiorum, quando, no século XIX, vai ser questionado em favor de outro tipo de ensino da filosofia. Inspirado pelo ideal positivista de separação entre a Igreja e o Estado, e da educação laica, a filosofia é retirada co currículo escolar já que, para o positivismo a filosofia é assimilada pela ciência, e esta e não aquela, é que é a base firme do conhecimento. Assim, durante todo o século XX, vai haver uma série de movimentos político-pedagógicos que ora a incluem, ora a excluem dos currículos. Entre 1901 e 1911 é implantada parcialmente com o ensino da disciplina Lógica no último ano do secundário. Volta outra vez ao currículo escolar como matéria optativa em 1915 e é implantada como obrigatória em 1925, mas agora com um caráter enciclopedista. As reformas educacionais feitas em 1932 e em 1942 mantém a filosofia na forma das disciplinas de Lógica e História da Filosofia.
Em 1961 com a Lei 4024, a filosofia deixa de ser obrigatória e, a partir de 1971 (Lei 5692), e no período da ditadura militar, a filosofia é mais uma vez excluída dos currículos de ensino médio através da Lei 5.692 de 1971, porque era uma porta de entrada para o comunismo, sendo substituída pela matéria Educação moral e cívica. Volta outra vez em 1982.
Com a LDB de 1996, surge a preocupação de proporcionar a todo estudante até o final do ensino médio, o domínio de conhecimentos de filosofia e de sociologia necessários ao exercício da cidadania (LDB 1996, art. 36).
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) do Ensino Fundamental, publicados em 1998, prevêem a adoção de temas transversais neste nível de ensino, voltados para as áreas de ética e cidadania. Também os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNem), de 1999, prevêem que conteúdos de filosofia devem ser trabalhados na forma de temas transversais, embora, nestes, a filosofia apareça como uma disciplina da área comum das "Ciências Humanas e Suas Tecnologias".
Existiu, desde a LDB de 199 uma resistência aberta à implantação da filosofia como disciplina no ensino médio, mas a favor de mantê-la apenas como tema transversal.
Os que defendiam a transversalidade se dividiam em três posições diversas a saber:
Os que acusavam a precariedade da formação de professores de filosofia para o ensino médio em âmbito nacional. Muito embora já existissem, desde 1990, cursos de licenciatura em filosofia na grande maioria dos estados, havia realmente uma deficiência na formação do docente em filosofia. Mas a não adoção da filosofia como disciplina, nada mais seria que condenar esses cursos a extinção.
Os que alegavam que a obrigatoriedade da disciplina em nível nacional poderia trazer aos estados e seus sistemas de ensino, problemas, especialmente em termos de investimentos financeiros.
E finalmente os que se posicionam contrariamente à inserção da disciplina por criticarem o modelo disciplinar de escola. Nesse sentido, a filosofia como disciplina se contraporia à filosofia como exercício de pensamento crítico, ou lúdico, ou que vise a autonomia, transformando-a em "matéria escolar" seria sujeitá-la aos rituais e tratamentos pedagógicos opostos a liberdade de pensamento, tão necessária para a filosofia.
Na minha opinião, todas as três posições que defendem a transversalidade ao invés da adoção da disciplinar da filosofia no ensino médio, nada entenderam da importância histórica da filosofia no Brasil. Voltados mais para argumentos de ordem prática, desconsideram a real importância da filosofia, pois a compreendem somente do ponto de vista acadêmico, esquecendo da questão cultural e humana, que é o foco de minhas preocupações.
Mas foi justamente o que prevaleceu. Durante de 3 anos tramitou na Câmara e no Senado Federal um Projeto de Lei Complementar que substituíria o citado artigo 36 da LDB, instituindo a obrigatoriedade das disciplinas Filosofia e Sociologia nos currículos do ensino médio. Após aprovação na Câmara e no Senado foi vetado pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso em outubro de 2001 por aqueles argumentos de má formação e número insuficiente de professores de filosofia, e o impacto orçamentário negativo nas esferas estaduais e municipais.
Na verdade, os motivos alegados para o veto não correspondiam a realidade uma vez que a inclusão das novas disciplinas não implicaria necessariamente em aumento orçamentário, mas o remanejamento da carga horária curricular e não seu aumento. Além do mais, já naquele momento, havia um número significativo de profissionais formadas e a presença disciplinar da filosofia na grade curricular tenderia a aumentar o interesse das pessoas e das instituições por uma formação de melhor qualidade.
Somente com a inserção da filosofia como disciplina no currículo é capaz de garantir uma introdução verdadeiramente consistente e sistemática dos jovens no âmbito da reflexão filosófica, manter a transversalidade significa aprofundar a situação de precariedade que se imputa aos professores de filosofia no país, na medida em que esses profissionais seriam sempre relegados a segundo plano, e os Cursos Superiores, não teriam também interesse de investimento na área.
Mas o veto do Sociólogo, não encerrou o assunto. Em 24 de junho de 2003 houve uma audiência pública sobre a volta da filosofia e da sociologia no currículo do ensino médio, realizada pela comissão de educação, cultura e desporto da Câmara dos Deputados . Assim voltou a pauta do Congresso Nacional, um Projeto de Lei com as mesmas características do anteriormente vetado, agora com o apoio do Ministério de Educação, agora apoiado com Declaração de Paris pela Filosofia :

“A inclusão da Filosofia e da Sociologia no currículo do Ensino Médio é uma medida necessária para a consolidação dos objetivos e finalidades da educação básica. Tal medida fundamenta-se no entendimento de que a Filosofia e a Sociologia possuem estatutos próprios e, enquanto disciplinas, são análogas a qualquer outra, com saberes, corpo teórico, lógicas internas, técnicas e terminologias específicos. Delas, os alunos têm muito que aprender e assimilar. A defesa da inclusão da Filosofia e da Sociologia no currículo não é recente. E, da mesma forma que se evidencia o escândalo teórico e político da sua retirada do núcleo comum do currículo (recorde-se a Lei 5.692, de agosto de 1971, que tenta, de forma ilegítima, substituir a Filosofia e a Sociologia introduzindo, respectivamente, as disciplinas de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil) também se percebe a correlação de seu ensino com o avanço do processo democrático, tornando-se imperativo restaurar um pensamento crítico em educação. Compreende-se que seja assim, pois não há propriamente ofício filosófico (nem sociológico, mutatis mutandis) sem sujeitos democráticos e não há como atuar no campo político e cultural, consolidar a democracia, quando se perde o direito de pensar, a capacidade de discernimento, o uso autônomo da razão. Quem pensa opõe resistência...A presença da Filosofia e da Sociologia no currículo poderá contribuir para a ressignificação da experiência do aluno, tanto de seu posicionamento e intervenção no meio social, enquanto futuro construtor do processo histórico, como de leitura e constituição de um olhar mais consistente sobre a realidade. Esses planos se entrelaçam e voltam-se ao sujeito da aprendizagem, podendo ampliar sua visão de mundo, enriquecer sua existência, renovar seus projetos, tecer sua sociabilidade, fazer sentir sua liberdade.” (Zimmermann; 1997).

A inclusão disciplinar da filosofia no ensino médio acabou por ficar a critério dos governos estaduais. Assim, desde os tempos da abertura política, e com a progressiva redemocratização do país, a filosofia foi voltando como disciplina em vários estados entre 1980 e 1990, através de leis estaduais ou recomendações das secretarias estaduais de educação, e, mesmo assim, graças a mobilização de vários setores da sociedade, motivadas, fundamentalmente, pela percepção da importância de um trabalho sistemático com a filosofia na formação dos jovens. Com o surgimentos PCNem como orientação para o ensino nas escolas, apesar da defesa da transversalidade, em alguns casos, pode-se perceber a partir daí, um novo impulso para a adoção da filosofia como disciplina, para a formação da ética e da cidadania.
Embora a LDB de 1996 e os referidos PCNs representem um avanço quanto a forma de ministrar o ensino da filosofia e a determinação de sua importância na formação da cidadania, as noções de transversalidade e interdisciplinaridade são tratadas como sinônimas, embora se possa ter transversalidade sem que haja interdisciplinaridade, em algum sentido mais interessante do que a mera coexistência de conteúdos de áreas diferentes ou afins. Mas não representou uma efetivação dos programas adotados a partir da promulgação da Lei 9394/96, quer dizer, a implantação efetiva do ensino da filosofia.
Vimos também que, com relação ao Ensino superior, a filosofia começa a se estruturar também de maneira lenta e progressiva, com primeiras escolas superiores (escolas isoladas e, em especial, os “Cursos Jurídicos”) fundadas no Brasil, no fim do período colonial, com a vinda da Família Real (1807-1822). Mas é só com a criação da Universidade de São Paulo (USP), em 1933, e da Universidade do Distrito Federal (UDF), em 1935, que o Brasil terá cursos superiores de filosofia com espaço curricular próprio (curso de Filosofia e Letras). Só no final da década de 1960 é que surgem os cursos de pós-graduação em Filosofia, dando aos profissionais de filosofia maior visibilidade publica tanto em ambientes culturais, como em debates sobre política, ética que levaram a superação do regime autoritário instalado no pais. Mas é preciso ressaltar que a partir daí, é que começa a formação de “técnicos em Filosofia” e não propriamente de Filósofos. São esses técnicos que irão acusar a falta de consistência do pensamento “vivo” e “pulsante” de nossas tentativas filosóficas, a favor do pensamento fortemente estruturado importado de filosofias européias, desacreditando a forma de pensar de nossos pensadores.
No inicio do ano letivo de 2008, o Governo do Estado de São Paulo, tendo a frente da Secretaria da Educação Maria Helena Guimarães de Castro, faz uma intervenção em todas as disciplinas do Ensino Fundamental e Médio. (São Paulo faz Escola, 2008).
Com a publicação da Proposta Curricular, a Secretaria da Educação deu bases para resolver um problema instalado a décadas nas aulas de Filosofia no ensino médio, que é o problema, do que estudar em Filosofia. Durante décadas as aulas de Filosofia foram ministradas sem um conteúdo específico, refletindo quando muito, somente a projeção de algumas correntes filosóficas que o professor tinha acesso no ensino superior, sem a preocupação com a adequação desse conteúdo à realidade da sociedade.
Os filósofos comumente ensinados no segundo grau são Sócrates, Platão, Aristóteles, descartes, Jean Paul Sartre, Kant e Marx, não havendo referencia a filósofos brasileiros nem latino americanos, no ensino médio nem no ensino superior de uma maneira Geral. Não obstante, alguns cursos superiores incluem as disciplinas de filosofia no Brasil ou Filosofia latino americana; nesses casos predominam Vicente Ferreira da Silva, João Cruz Costa; Sylvio Romero; Miguel Reale, e a linha da Filosofia da Libertação, desenvolvida em torno de Enrique Dussel. (FAVARO et Alli; 2008)
Não acredito que tal recorte da filosofia brasileira seja suficiente para satisfazer uma visão mais abrangente da importância da filosofia no ensino superior.
João Cruz Costa (1904 - 1978) se dedicou mais ao estudo da história das idéias no Brasil, caracterizado por um historicismo pragmatista, sem propor nenhuma construção sistemática.(VITA, p.120, 1969)
Vicente Ferreira da Silva (1916 – 1963) Um dos inspiradores da famosa revista de investigação, cultura e filosofia “Convivium”, foi um dos mais importantes filósofos existencialistas brasileiro, tendo se dedicado também à logística, entendida sobretudo como instrumento de pesquisa filosófica.
Miguel Reale (1910 – 2006) importante expoente da corrente culturalista e do historicismo no Brasil, rejeita a subordinação do sujeito ao objeto, e também a posição contrária, estabelecida pela critica kantiana, que converte o homem em legislador da natureza (Idem, p117) , em favor da filosofia do concreto, que recusa as formas abstratas e vazias, para integrar o homem e as coisas em uma unidade orgânica.
Sylvio Romero, (1851 – 1914), crítico, ensaísta, folclorista, polemista, professor e historiador da literatura brasileira, ligado à corrente positivista.
A despeito da importância desses filosofantes, é preciso notar que eles não nos fornecem uma visão ampla da problemática brasileira num contexto filosófico que abrange o problema do homem como liberdade e consciência, da política e da ciência.
A proposta curricular de Filosofia para o ensino médio é mais abrangente. Até agora foram lançadas somente Os “Cadernos do Professor” dos primeiro e segundo bimestres, das 1ª e 2ª séries do ensino fundamental.
O governo de São Paulo entende que:

“...o retorno da Filosofia ao ensino Médio deve ser entendido como o reconhecimento da importância desta disciplina para ampliar o significado e os objetivos sociais e culturais da educação. Para tanto, é imprescindível a presença, nos programas escolares, de disciplinas que – como a Filosofia – propõem reflexões – reflexões que permitem compreender melhor as relações histórico – sociais e, ao mesmo tempo, inserir o educando no universo subjetivo das representações simbólicas, elevando a educação a um nível político-existencial, capaz de superar a mera transmissão e aquisição de conteúdos, feitas de modo mecânico e inconsciente.” (Proposta curricular do Estado de São Paulo, p. 41 2008).
Nessa perspectiva, a Filosofia deve assumir uma de suas principais funções, a de ser uma ferramenta conceitual, produtora de síntese, pelo qual contribuiria com o debate multidisciplinar, elevando os padrões do ensino médio.
Critica a análise hermética da Filosofia:

“não irá muito longe o professor que encerrar um pensador numa espécie de caixa preta, tentando isolar seu pensamento, imaginando que a arquitetura do texto, por si só, poderá levar a qualquer forma de compreensão ou reflexão. Não podemos considerar a hipótese de que o educando terá uma boa formação apenas por conseguir compreender as estruturas do pensamento de um filósofo, isolado em um planeta imaginário onde tempo e história não coabitem. Isso porque o uso de, ou o recurso a um pensador, sem a preocupação de fazer pensar o seu leitor contemporâneo, é um exercício inútil. “ (Ibidem, p 42)

Tal critica está direcionada á aqueles professores que tendem a fazer de suas aulas de filosofia no ensino médio, reprodução das aulas que teve no Ensino Superior, e por sua vez não deixa de ser um questionamento á formação filosófica no ensino superior, claramente formalizadas na proposta curricular quando questiona “será que os cursos superiores preparam, adequadamente, esses professores?”, e quando afirma que “A formação oferecida nos cursos superiores de Filosofia, públicos ou privados, é orientada, em geral, para especializações rigorosas, pouco ou nada voltadas para o ensino.” (Ibidem, p.42 - 44).
A proposta curricular de 2008, realmente, é bem mais interessante que a mera reprodução de textos filosóficos.
De modo geral o plano do curso para os primeiros e segundos anos estão assim formalizados:

Tabela - Programa de Filosofia / Ensino Médio
Primeira série
1° Bimestre 2° Bimestre
Por que estudar Filosofia? A filosofia e as outras formas de conhecimento: Mito, senso comum, Ideologia, religião, arte, ciência.
Áreas da Filosofia
3° Bimestre 4° Bimestre
Introdução à Política Democracia e Cidadania; origens, conceitos e dilemas.
Teorias do Estado – Socialismo, Anarquismos, Liberalismos, Totalitarismos Ideologias

Segunda série
1° Bimestre 2° Bimestre
Introdução à Ética Formas contemporâneas de alienação moral: individualismo e condutas massificadas
Autonomia e Liberdade
3° Bimestre 4° Bimestre
Relações entre moral e política Desafios éticos contemporâneos: a ciência e a condição humana
Limites entre publico e privado Introdução à Bioética
(Proposta Curricular do Estado de São Paulo – p. 45, 46. )

Embora seja bem definida, a estruturação bimestral do curso não constitui propriamente uma inovação. Já a pelo menos dez anos que a Filosofia vem sendo ministrada contemplando esses tópicos, porem não de maneira estruturada e unificada.
A nosso ver, a novidade está na aplicação e no desdobramento das aulas bimestrais.
A “Proposta Curricular”, não tem a intenção de ser uma novidade pedagógica, mas uma retomada dos diversos caminhos curriculares trançados no ensino da filosofia no Estado de São Paulo.
Assim, a proposta de 2008 não descreve os conteúdos disciplinares a serem desenvolvidos em cada série, e o que se espera dos alunos no que diz respeito à capacidade de realização desses conteúdos.
Assim para o primeiro ano, temos no primeiro “Caderno do Professor” temos dois Temas – Por que estudar Filosofia? Linhas teóricas da proposta e áreas da Filosofia – desdobradas em quatro situações de aprendizagem - Criando uma imagem crítica da Filosofia, Como funciona o intelecto? Introdução ao empirismo e ao criticismo; Instrumentos de pesquisa em História da Filosofia e Áreas da Filosofia. Os temas têm o suporte na tradição filosófica ao trazer as contribuições de Platão, Aristóteles, Santo Tomás de Aquino, Kant, Locke, Bérgson, Bachelard, Santo Agostinho. (Martins, Caderno do professor 1ª Série 1° Bimestre, 2008).
O Caderno do Professor do segundo bimestre foi elaborado por três equipes de profissionais das áreas de Filosofia, Geografia e História. Nele são abordados a Introdução à Filosofia da Ciência que desenvolve os conceitos de ciência, dedução, indução e verdade, com a contribuição de Karl Popper e Thomas Kuhn; Introdução à Filosofia da Religião; Introdução à Filosofia da Cultura, passando pelos temas do mito, cultura, etnocentrismo e relativismo cultural; Introdução à Filosofia da Arte, desenvolvendo a noção do espírito apolíneo e dionisíaco em Nietzsche. (Caderno do professor 1ª Série 2° Bimestre, 2008).
Para o segundo ano no primeiro bimestre, temos como temas a Introdução á ética: a produção do sujeito ético, que se desdobra em o Eu racional (Juízo, razão, percepção, personalidade, autonomia, liberdade) e Introdução à ética (ética e moral), trazendo a contribuição de Descartes, Sócrates, Aristóteles, Epicuro, Kant, Sartre. (Martins, Caderno do professor 2ª Série 1° Bimestre, 2008).
No segundo bimestre do segundo ano encontramos a “Introdução à Teoria do Indivíduo” com as colaborações de Locke, Jeremy Bentham e Stuart Mill; o “Tornar-se indivíduo” com Paul Ricoeur e Michel Foucault; e “Condutas massificadas e alienação Moral, com as contribuições de Adorno, Horkheimer, Freud e Sartre. (Caderno do professor 2ª Série 2° Bimestre, 2008).
Salta aos olhos a pertinência da intervenção da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, na área de Filosofia. Em um só lance, o Governo Estadual, instituiu o conteúdo e deu a ele qualidade. Vários filósofos são contemplados no tratamento dos temas, resolvendo um antigo impasse entre estudar a história da filosofia ou os temas filosóficos, resolvendo também, o problema da leitura do texto filosófico ao sugerir fragmentos dos vários filósofos mencionados. Além disso, é preciso salientar que a proposta é flexível, suportando adaptações que o professor julgar pertinente.
Como podemos perceber, são varias as iniciativas na área da filosofia na área da educação, e todas elas visam a restabelecer o seu ensino a nível nacional. Mas só agora, mais especificadamente, durante a pesquisa para este trabalho, é que o Governo Federal, em 02 de junho de 2008, com a publicação da Lei n°11.684 tornou Filosofia disciplina obrigatória em todas as séries do ensino médio.
Até agora, a demanda da formação de profissionais de Filosofia para atuar no Ensino Fundamental e Médio, tem motivado a elaboração de projetos do curso de Filosofia, visando uma sólida formação de História da Filosofia que capacite o bacharel ou o licenciado em filosofia a compreender e analisar os principais temas, problemas e sistemas filosóficos, bem como auxiliar nas relações sociais, econômicas, políticas e culturais da realidade na qual está inserido.
Ambas as habilitações devem oferecer substancialmente a mesma formação básica, em termos de conteúdo e de qualidade, com uma sólida formação de história da filosofia, que capacite para a compreensão e a transmissão dos principais temas, problemas, sistemas filosóficos, assim como para a análise e re-flexão crítica da realidade social em que se insere.
Esse objetivo procura ser alcançado através do estudo de núcleos temáticos mencionadas nos documentos oficiais de 1962, constituem até agora uma parte essencial da formação do filósofo tanto no bacharelado como na licenciatura.
O parecer 277/62, de 20/10/62 do Conselho Federal de Educação, sugeriu as seguintes matérias filosóficas nucleares de ensino:

• História da Filosofia;
• Lógica;
• Teoria do Conhecimento;
• Filosofia Geral: problemas metafísicos e Ética.

Essa proposta curricular contou com a aprovação de nomes como Newton Sucupira, Anísio Teixeira, D. Cândido Padin O.S.B., Valnir Chagas e Pe. José Vasconcelos.
Na época, o parecer tinha como objetivo de favorecer a criação de currículos que não estivessem vinculados a nenhuma doutrina filosofia nem a nenhuma pretensão de ortodoxia, mas que se colocasse acima das tendências políticas e ideológicas.
Foi essa posição do Conselho Federal de Educação, que permitiu aos profissionais da Filosofia gozar de uma situação privilegiada em termos curriculares, uma vez que o espírito da Resolução de 1962, que os vem norteando, consubstanciado no Parecer 277/62, garantia uma liberdade e flexibilidade curricular, ainda presente nas propostas curriculares do Governo do Estado de São Paulo e também nas grades curriculares de Bacharelado e Licenciatura dos cursos de Filosofia em todo o Brasil.
Com a evolução dos estudos filosóficos das ultimas décadas surgiram várias áreas de conhecimento que hoje já não podem ser negligenciadas como:

• Filosofia Política;
• Filosofia da Ciência (ou Epistemologia);
• Estética;
• Filosofia da Linguagem;
• Filosofia da Mente;
• Bio-ética;

Assim, se torna cada vez mais recomendável que os Cursos de Filosofia ofereçam tais disciplinas dentro daquela margem de escolhas que cabe a cada instituição, consideradas as particularidades regionais e as características do corpo docente de cada uma. Estas disciplinas, quando acrescentadas, não substituem aquelas da Resolução de 1962, nem precisam ser obrigatórias para todo o País, o que iria contra as tendências consagradas pela LDB e defendidas pela Câmara de Ensino Superior do CNE.
Vemos que a questão do estudo do pensamento brasileiro não é obstaculado pela lei, uma vez que a Resolução de 1962, garante a flexibilidade do currículo, garantindo que os pensadores brasileiros sejam abordados no âmbito da História da Filosofia.
Mas, não obstante todos os esforços para a implantação da filosofia como disciplina, que no dizer de Kohan “...é um antídoto contra uma espécie particular de analfabetismo do pensamento: o que nos faz ler dogmaticamente o que lemos, o que nos leva a pretender calar a quem pensa diferentemente, o que nos faz ler a nós mesmos em tudo o que lemos”, vemos que a abordagem do “pensamento brasileiro” continua sendo olvidada. (Jornal da Ciência; 29/07/2007)
Quando falamos da importância do estudo de pensadores brasileiros na Graduação em Filosofia, quero me referir não somente a exposição de seus pensamentos, mas, principalmente, a verificação mais ampla e abrangente da filosofia no contexto dessa problemática universal, mas que, pensada de acordo com nossas necessidades e com nossa realidade, seja capas de nos dotar de uma visão ‘nossa’ a respeito do mundo, como uma via que evite a importação de pensamentos alienígenas, copiados de realidades e modos de consciência, muitas vezes conflitantes com o modo de ser e com a consciência do individuo inserido na cultura brasileira.
Acredito que o caminho para pensar a realidade do homem, da política e da ciência com “nossas próprias cabeças” ainda esta sendo trilhado na dinâmica do “caldo” filosófico que vai engrossando na sociedade e na cultura brasileira. Já é presente em nossa cultura varias correntes de pensamento, e como conseqüência do avanço tecnológico e da globalização se iniciou fortemente a partir da ultima década do século XX, podemos entender melhor a importância das múltiplas “filosofias” que já estão presentes em nossa historia e em nossas academias, e também começam a se espalhar por vários seguimentos sociais. É possível perceber, que hoje, a filosofia não é mais coisas de uma “elite” ou de um grupo, ou dos intelectuais especializados, distantes da realidade.
Assim, a implantação da filosofia como disciplina obrigatória no ensino médio, aliado aos avanços científicos no âmbito do mundo globalizado e da falência das ideologias e necessidade da democracia, trará a necessidade de reestruturação Currículo dos Cursos Superiores de filosofia que terão que ser repensados.
Estamos no momento oportuno para abandonar marxismo e o positivismo que marcaram negativamente a história nacional, e nos voltarmos para aquele ideal que vislumbraram Caminha, Nóbrega, Anchieta e tantos outros. O ideal de uma grande nação, não imperialista, pacífica, harmonizadora. È essa a contribuição que a filosofia pode dar para a construção da cidadania brasileira e da cidadania global.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

“Brasil, país do futuro” é o título do livro do grande escritor austríaco Stefan Zweig (1881 - 1942) que constitui não só um retrato do Brasil, como também uma interpretação do espírito brasileiro.
Quanto aportou no Rio de Janeiro pela primeira vez, Zweig comenta que ficou “fascinado e, ao mesmo tempo, comovido, pois se deparou não só com uma das mais magníficas paisagens do mundo, nesta combinação sem igual de mar e montanha, cidadão e natureza tropical, mas também uma espécie inteiramente nova de civilização.” (Zweig; p. 10-11, 1941)
A partir daí dizia: “era cada vez mais veemente o meu desejo de me retirar do mundo que se destrói, e de passar algum tempo no mundo que se desenvolve de maneira pacifica e fecunda...”, referindo-se aos horrores causados pelas novas filosofias que pretendiam exaltar a raça e o proletariado na Europa. (Idem; p 12, 1941)
Para ele, “o Brasil, pela sua estrutura etnológica, se tivesse aceito o delírio europeu de nacionalidades e de raças, seria o país mais desunido, menos pacífico e o mais intranqüilo do mundo.” (Idem; p. 15, 1941)
Reconhece já na década de 1940 que o Brasil ocupa hoje “uma posição especial entre todas as nações do mundo no que respeita ao espírito e a moral”. (Idem; p 14, 1941).
Brasil, pais do futuro, se tornou uma expressão ridicularizada em nossos tempos como uma frase ideológica que falseia uma realidade de exploração e subdesenvolvimento. E, no entanto, “o Brasil, no sentido cultural, ainda hoje é uma terra incógnita como, no sentido geográfico, o que foi para os primeiros navegadores.”
Tratamos nossa história pela medida das ideologias européias e americanas, sabidamente fracassadas, e temos ódio mortal a toda compreensão do Brasil a partir de nós mesmos. (p Idem, p.10, 1941).
Mas o que não somos capazes de compreender é que cada povo segue o seu percurso de acordo com a natureza humana. Assim não é preciso procurar o sentido da história no declínio e queda das nações. A história não é a cadeia duvidosa de acontecimentos.
Cada povo tem um percurso inteligível porque a natureza da comunidade é a fonte do seu sentido na história. Cada povo é o instrumento para interpretar um campo plural de fenômenos históricos através da construção de linhas finitas de sentido. Mas, no Brasil, essa concepção é ininteligível mesmo para a grande maioria dos indivíduos cultos uma vez que nossa intelectualidade esta submergida nas filosofias do “cogito” que imagina a época de Descartes e Newton como a “grande época”, considerando tudo o que a antecede como pré-história intelectual e que portanto, todas as pessoas que procurem uma retomada anterior, parecerão indivíduos que não se libertaram das cadeias do passado, reacionários e pessimistas em luta contra a corrente do progresso, alguém que esta enganado, ou que, simplesmente, deve ser esquecido.
Recorremos ao exemplo de Stefan Zweig, por que, esse não é brasileiro, não esta comprometido com os interesses imperialistas, mas curiosamente hoje, esta esquecido, ao passo que, Descartes, Marx, Hobbes, e tantos outros ícones da tragédia européia, são continuamente lembrados, estudados e reverenciados em nossas universidades. Muitos livros que tratam da filosofia no Brasil apontam a sua insuficiência, mas ninguém faz a análise de sua natureza. Passamos a construir nossa análise história com critérios completamente estranhos a nós, e agora, mais uma vez, influenciados pelas ideologias vindas de fora. No momento em que o marxismo, tardiamente, vai sendo deixado de lado em nossas universidades como ferramenta de analise da realidade, vai ganhando força o neo-liberalismo, globalização e o ecologismo, como novas ideologias que visam também a aniquilação das identidades nacionais em favor de uma república universal.
É no contexto dessas novas ideologias que o exercício da filosofia vai sendo retomando em todo Brasil, dando espaço para nós discutirmos todo esse universo de realizações humanas, uma vez que todas a nossas instituições de ensino e pesquisa já estão suficientemente estabelecidas e desenvolvidas, faltando apenas a nossa participação ativa para dar-lhes o rumo necessário. Todo trabalho feito no âmbito da filosofia no Brasil até hoje, não mais que uma preparação. Só agora e que podemos, sem desprezar nada, começar a refletir sobre nós e sobre nosso papel na comunidade internacional.
Quando Zweig falava do “Brasil, pais do futuro”, falava apenas das gerações que acabariam por vir: gerações que seriam capazes de habitar a natureza física e humana do Brasil sem que o ódio racial, e ideológico, pudesse mergulhá-las nas chamas que consumiam a Europa. E isso não mudou. Nossa essência continua exatamente a mesa, a despeito dos esforços para se implantar o ódio racial, e a luta de classes. Nossa vocação continua a estar no futuro que temos que saber começar agora.
Caminha, Anchieta, Zweig, foram apenas três daqueles tantos que, vindos de fora, souberam ver em nossas terras mais do que a localização geográfica, souberam ver a alma a que chamamos Brasil. Conceito superior, metafísico, transcendente, que cabe ao filósofo estudar. Daí a importância de pensarmos e repensarmos o ensino dessa filosofia, especialmente no curso superior. E nessas cogitações, temos que saber demonstrar aos alunos, esse caminho de encontros e desencontros trilhado pelos nossos filosofantes, sem excluir nenhum por causa de questões políticas ou de crenças, pois é impossível que no campo das idéias se instaure uma determinada concepção de uma determinada época como critério suficiente da interpretação das demais sem atender a interpretações alternativas.
Diante da aprovação da Filosofia como disciplina obrigatória do ensino médio, devemos pensar também sua reformulação no ensino superior levando em conta a nossa caminhada nas vias espirituais mais profundas das quais as pessoas que se dedicaram especificamente ao estudo da Filosofia em nossas terras são apenas uma expressão visível da essência invisível que constitui o nosso modo de ser.

REFERÊNCIAS
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ANCHIETA S.J., José de. De Gestis Mendi de Saa. Obras completas, v. I, introdução, versão e notas Pe. Armando Cardoso S.J. Edições Loyola, São Paulo, 1986.
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BEZERRA; Alcides. A filosofia na fase colonial. Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, 1935.
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. Cultrix editora, São Paulo, 1994.
BOBBIO; Norberto e outros. Dicionário de política. 4ª ed. Ed. Universidade de Brasília, Brasília, 1992.
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CARVALHO, Olavo de. Banditismo e revolução Diário do Comércio, 17 de julho de 2006;
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