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domingo, 8 de março de 2009

ESQUERDA E DIREITA HOJE E A NECESSIDADE DE ELITES





"Esquerda" e "Direita" são uma forma comum de classificar posições políticas, ideológicas, ou partidos políticos.
A oposição entre as duas correntes é imprecisa, ampla, e consiste numa interpretação dicotômica de uma série de fatores determinantes. Geralmente são entendidas como polaridades opostas de um mesmo espectro político e ideológico. Assim, um partido poderia ser "esquerda" em determinadas instâncias e "direita" em outras.
A origem dos termos remonta à Revolução Francesa, onde os membros do Terceiro Estado se sentavam à esquerda do rei enquanto os do clero e da nobreza se sentavam à direita. Os mais radicais que normalmente eram contra as decisões ficaram conhecidos como a esquerda enquanto os favoráveis as decisões eram os de direita.
Apesar da popularidade dos termos, não há fatores determinantes e conclusivos que descrevam a "esquerda" ou a "direita", dependendo geralmente dos grupos e viés dos defensores de um lado ou de outro. Geralmente algumas definições usadas para definir os lados:

Esquerda
Intervencionismo econômico
Economia socializada
Estado grande
Igualdade de renda
Coletivismo
A vontade do povo está acima da lei

Direita
Liberalismo econômico
Economia familiar
Estado pequeno
Igualdade de oportunidades
Individualismo
A lei está acima da vontade do povo

Todos nós, em maior ou menor grau, temos nossas divisões íntimas entre utopia e realismo. Creio que não haverá ninguém verdadeiramente humano que não fique indignado com certos casos do mundo real, e não queira mudá-los. Mas é próprio apenas da imaturidade juvenil achar que sabe o suficiente sobre tudo, e que pode prever todas as conseqüências de seus feitos. Ideal e realidade são os dois pólos extremos entre os quais se tenciona a condição humana. E a falta de algum deles é mutilante.
A Revolução Francesa -- filha do racionalismo e do humanismo que confluíram na formação do pensamento liberal -- contestava a noção de privilégios hereditários, dados pela posição social de uma pessoa em função do nascimento. E a América era "o seu canteiro e escola", diria Schlegel em 1928. Pouco mais de um século depois, a democracia americana passaria a ser, para Sartre, "a mais odiosa forma de capitalismo". A burguesia ascendente, que representava o modo de produção que iria derrubar a velha ordem econômica agrária, ostentava uma ótica igualitária meritocrática (típica do primeiro socialista utópico, Saint Simon). Não tardaria porém que se percebesse que estavam surgindo novas formas de desigualdades que, no extremo, significavam acumulações opostas de pobreza, degenerando para a miséria; e de riqueza, crescendo para a opulência. Foi quando Marx indagou por que, se a capacidade de produção estava se multiplicando tanto pela tecnologia e pela organização capitalista, alguns haveriam de ter demais, e outros, de menos. No seu momento, pergunta válida. Mas a experiência mostraria que as coisas eram bastante complicadas. Por exemplo, haverá algum modo eficiente e razoável de se tirar o suficiente dos que têm demais para dar aos que têm de menos?
A proposta marxista era os "expropriados" expropriarem os "expropriadores", e assumirem o controle dos meios de produção. A segunda parte não funcionou, e a experiência soviética afundou com ela. A proposta, muito mais antiga, do Cristianismo produziu alguns santos, mas ninguém descobriu como transformar as virtudes da caridade e do amor ao próximo em comportamento cotidiano. O problema das tentativas de ver o mundo na perspectiva de valores transcendentes é que esses precisam de mecanismos intermediários, o que, em última análise, significa alguém mandando e os demais obedecendo.
A idéia das velhas esquerdas dos anos 50 a 80, de luta armada, totalmente fora da realidade, só serviu para estimular a reação antidemocrática.
Não me entusiasma a sociedade de consumo desenfreado, nem penso que o mercado seja o árbitro de todos os valores. Esses têm de vir da cultura, da sociedade, das pessoas. Sem radicalismos de "direita" e "esquerda". "Todas as revoluções passam", dizia Kafka, "e só resta o lodo de uma nova burocracia"...










ASSISTA A ENTREVISTA COM O INTELECTUAL, PROFESSOR E EX-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, CONSIDERADO UM DOS PRINCIPAIS INTELECTUAIS DE ESQUERDA NO BRASIL.
ESQUERDA/DIREITA/ELITES
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A IMPORTÂNCIA DAS ELITES, ESTÁ MUITO BEM DOCUMENTADA NO LIVRO DO INTELECTUAL BRASILEIRO DE DIREITA, PLÍNIO CORRÊA DE OLIVEIRA, NO LIVRO "Nobreza e elites tradicionais análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza romana".





BAIXE COM ESSE LINK O LIVRO EM PDF
(COPIE O LINK E COLE NO NAVEGADOR)
http://www.pliniocorreadeoliveira.info/livros/1993%20-%20Nobreza%20-%20Parte%20I.pdf

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