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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

PRIMEIRO ANO - PRIMEIRO BIMESTRE - Introdução à Filosofia (O que é filosofia e História da filosofia).



PARTE 1
Leia:
A palavra Filosofia deriva do grego "PHILOSOPHIA"

SOPHIA significa SABEDORIA

PHILO significa "Amor Filial", ou Amizade
Literalmente, um Filósofo é um AMIGO, ou AMANTE de SOPHIA, alguém que admira e busca a SABEDORIA
Esse termo foi usado pela primeira vez pelo famoso Filósofo Grego PITÁGORAS por volta do século V aC, ao responder a um de seus discípulos que ele não era um "Sábio", mas apenas alguém que amava a Sabedoria.
Filosofia é então a busca pelo conhecimento último e primordial, a Sabedoria Total.
Embora de um modo ou de outro o Ser Humano sempre tenha exercido seus dons filosóficos, a Filosofia Ocidental como um campo de conhecimento coeso e estabelecido, surge na Grécia Antiga com a figura de TALES de MILETO, que foi o primeiro a buscar uma explicação para os fenômenos da natureza usando a Razão e não os Mitos, como era de costume.
Assim como a Religião, ela também já teve sua morte decretada. No entanto a Filosofia Ocidental perdura há mais de 2.500 anos, tendo sido a Mãe de quase todas as Ciências. Psicologia, Antropologia, História, Física, Astronomia e praticamente qualquer outra derivam direta ou indiretamente da Filosofia. Entretando as "filhas" ciências se ocupam de objetos de estudo específicos, é a "Mãe" se ocupa do "Todo", da totalidade do real.
Nada escapa à investigação filosófica. A amplitude de seu objeto de estudo é tão vasta, que foge a compreensão de muitas pessoas, que chegam a pensar ser a Filosofia uma atividade inútil. Além disso seu significado também é muito distorcido no conhecimento popular, que muitas vezes a reduz a qualquer conjunto simplório de idéias específicas, as "filosofias de vida", ou basicamente a um exercício poético.
Entretanto como sendo praticamente o ponto de partida de todo o conhecimento humano organizado, a Filosofia estudou tudo o que pôde, estimulando e produzindo os mais vastos campos do saber, mas diferente da Ciência, a Filosofia não é empírica, ou seja, não faz Experiências. Mesmo por que geralmente seus objetos de estudo não são acessíveis ao Empirismo.
A RAZÃO e a INTUIÇÃO são as principais ferramentas da Filosofia, que tem como fundamento a contemplação, o deslumbramento pela realidade, a vontade de conhecer, e como método primordial a rigorosidade do raciocínio, para atingir a estruturação do pensamento e a organização do saber.
Fonte: http://www.xr.pro.br/Filosofia.html


EXERCÍCIO:

1 ) VER NO YOUTUBE: FILOSOFIA PARA TODOS - DIEGO FERNANDES
http://br.youtube.com/watch?v=ncTTkksPBm4
E FAZER UM RELATÓRIO CONTANDO TODO O VIDEO

2) VER NO YOUTUBE: FUTEBOL DOS FILÓSOFOS
http://br.youtube.com/watch?v=moWZm66J_yM
E FAZER UM RELATÓRIO CONTANDO TODO O VIDEO

PARTE - 2
LEIA E FAÇA O TEMPO LÓGICO DO TEXTO ABAIXO
História da Filosofia:
FILOSOFIA ORIENTAL
1. Conceito oriental. — A especulação filosófica propriamente dita não parece ter sido cultivada no Antigo Oriente. Apesar da elevada cultura científica das suas elites intelectuais, os egípcios, os caldeus, os hindus, os chineses, os judeus e os persas não possuíram, em matéria de filosofia, mais do que conhecimentos muito gerais, derivados da religião e relativos à divindade, à alma humana e a preceitos morais.
2. Esses conhecimentos não foram, porém, submetidos a um tratamento filosófico, nem receberam uma fundamentação metódica e sistemática. Eram considerados como frutos de revelação divina e constituíam uma tradição sagrada que se transmitia intacta de geração em geração. Entre os judeus, houve até certo desprezo pela filosofia. A doutrina moral que lhes foi revelada por Deus possuía tais características de realismo e de objetividade que eles se satisfizeram com a mesma, julgando desnecessário enriquecê-la com a investigação científica ou com a especulação filosófica. Daí o caráter essencialmente religioso da cultura hebraica antiga.
3. Entre os povos do Antigo Oriente, foram os hindus os que possuíram maiores dotes especulativos e os que mais se esforçaram para explicar, racionalmente, o homem e o universo. A filosofia brâmane nada mais representou, porém, do que uma metafísica hierática e sagrada. Não conseguiu desprender-se da religião. "Ainda quando desvestidos dos indumentos mitológicos, o pensamento oriental conserva-se fundamentalmente religioso e mais ou menos solidário das crenças e superstições vulgares". Através da religião, os povos do Antigo Oriente possuíram verdades filosóficas e não filosofia, propriamente dita.


Filosofia Clássica ou Antiga
4. Conceito grego. — É somente na Grécia que a filosofia se desliga da religião e adquire existência autônoma. Seus limites são então claramente delineados e seu âmbito de ação precisamente estabelecido — a investigação das verdades racionais. Teve, porém, a filosofia, entre os gregos, inicialmente, uma significação muito geral. Confundia-se ainda com a ciência e designava toda ânsia de sabedoria, toda cultura intelectual, todo esforço do espírito para enriquecer-se de conhecimentos novos.
5. É esse o conceito de filosofia que vamos encontrar, pela primeira vez, em Heródoto, Tucídides e Xenofonte. Filosofia significa então "amor da verdade sob todas as formas, arte de bem dizer e de bem pensar, tudo o que faz o homem mais humano". Segundo uma tradição, da qual Cícero se fez arauto, o termo filosofia teria sido criado por Pitágoras, no século VI A.C. Antes dele, os filósofos gregos eram denominados sábios. Pitágoras, para quem o nome de sábio só devia convir a Deus, teria escolhido um nome mais modesto — filósofo, isto é, amigo da sabedoria.
6. A filosofia é, assim, em sua origem, uma ciência universal. Para os primeiros sábios gregos, compreendia, não só o que chamamos ciência, isto é, a explicação das cousas, como também o que denominamos sabedoria, isto é, a prática da virtude, a prudência na conduta. Essa sabedoria era, porém, puramente prática e essa ciência toda voltada para o inundo exterior. Inspiravam-se na tradição lírica dos velhos poetas criadores de teogonias que explicavam a história do mundo pela vida dos deuses. Idêntica era a preocupação dos primeiros sábios. Procuravam também elucidar a formação do mundo e o aparecimento do homem sobre a terra. Investigavam a origem das cousas nos elementos, nos átomos ou nos números.
7. Sua filosofia era uma cosmogonia que abrangia todo o domínio do conhecimento humano na época.
8. Com Sócrates, desloca-se o objeto da filosofia. Do conhecimento do mundo passa a visar o conhecimento do homem. A filosofia pré-socrática havia sido essencialmente cosmológica, isto é, voltara-se exclusivamente para a realidade exterior. A filosofia de Sócrates muda de direção, torna-se psicológica, orienta-se para o homem, para a realidade interior. O "conhece-te a ti mesmo" é o ponto de partida da filosofia socrática.
9. Com Platão, a filosofia retoma o caráter de universalidade. É a ciência suprema, a ciência soberana, a que domina todas as outras. Seu objeto não são, como supunha Heráclito, as cousas sensíveis, que se acham num vir- a ser contínuo, num estado de perpétua transformação e que não contêm nenhuma verdade. O objeto da filosofia platônica é o ser necessário e absoluto representado pela Idéia, princípio de verdade para a razão e de existência para as cousas. As Idéias não são, porém, simples representações intelectuais, mas realidades objetivas e eternas, das quais as cousas sensíveis são meros reflexos, imperfeitos e efêmeros. A filosofia de Platão não visa, entretanto, somente investigar o que existe de imutável e de essencial nas cousas, o elemento ideal e absoluto da realidade. É também visão de conjunto, síntese universal e princípio de harmonia para a vida e para o pensamento. Sua finalidade suprema é a pesquisa perpétua da Verdade, da Beleza e da Bondade, através da qual o filósofo se eleva acima da vulgaridade terrena.
10 . Embora rejeitando o idealismo platônico e fazendo da realidade o ponto de partida das suas especulações filosóficas, Aristóteles concorda com Platão quanto ao caráter universal da filosofia. Na concepção aristotélica, a filosofia é a ciência de tudo o que existe e compreende três ordens de conhecimentos: 1) conhecimentos teóricos, que visam a pura especulação — física, matemática, metafísica; 2) conhecimentos práticos, que têm por fim dirigir a ação — ética e política; 3) conhecimentos poéticos, que têm por fim dirigir a produção, isto é, as obras humanas — poética, retórica e as outras artes. Destas ciências, a verdadeira ciência do filósofo, a disciplina filosófica, por excelência, é a metafísica ou filosofia primeira, que seria, mais tarde, chamada de ontologia. Seu objeto é o estudo do ser como tal, dos seus princípios e causas últimas, independente das suas determinações sensíveis. Para Aristóteles, como para Platão, a filosofia, ciência dos princípios, é, assim, ciência universal. Seu âmbito de ação é a essência total da realidade.
11 . Com os Estóicos, a filosofia conserva seu caráter de universalidade, mas recebe definição mais simples e concreta: "ciência das cousas humanas e divinas". E, à maneira de Sócrates, os Estóicos fazem convergir á filosofia para os problemas morais. Seu objetivo principal é pesquisar, pela especulação, os princípios racionais da moral. Essa tendência prática da filosofia se acentua ainda mais com Epicuro que a define como "uma atividade que procura a vida feliz por meio de discursos e raciocínios". Com o advento da helenística, funde-se a cultura grega com a oriental e entra em decadência o pensamento filosófico helênico. A característica desse período crepuscular da filosofia grega é a teosofia. A filosofia se transforma então em misticismo, a ciência confunde-se com a mitologia. Nessa fase agônica do gênio especulativo da Grécia, "o termo filosofia, diz Zeller, perde toda significação precisa".
Em suma, não obstante a variedade das definições, podemos assinalar certos traços comuns que permitem caracterizar o conceito de filosofia entre os gregos. Em primeiro lugar, o filósofo não estuda as ciências particulares por elas mesmas; seu objetivo é colher material para a construção de um sistema. Em segundo lugar, cada sistema é um esforço para conceber o homem e o universo nas suas relações mútuas, para descobrir as leis gerais que dominam a natureza e o espírito. Se a filosofia compreende todas as ciências é para as envolver e ultrapassar, fundindo-se numa unidade. A filosofia não é, portanto, entre os gregos, ciência particular ou soma de conhecimentos; é uma síntese que estuda as cousas enquanto formam um conjunto harmônico e universal; sua finalidade é descobrir os princípios que regem a vida e o mundo. Numa palavra, a filosofia, segundo a expressão de Aristóteles, é a ciência dos princípios e das causas.
O CATOLICISMO E A FILOSOFIA MEDIEVAL
12. A partir dos primeiros séculos da era cristã, a filosofia passa a ser profundamente influenciada pela doutrina cristã. Essa influência é justa e natural. "O advento do Cristianismo, diz Leonel Franca, divide a história do pensamento, como a história da civilização, em duas partes inteiramente distintas. Jesus Cristo não se apresenta ao mundo como um fundador de escola, semelhante a Platão e Aristóteles que investiga, raciocina, discute e propõe a um círculo mais ou menos estreito de iniciados, o seu sistema de idéias, a sua explicação do universo; revela-se como Deus e Salvador que, possuindo a verdade em sua plenitude, a comunica aos homens por meio do seu magistério infalível.
13 . Não é, pois, o cristianismo um sistema filosófico, no sentido rigoroso do termo. Não obstante, íntima e universal foi a influência que exerceu sobre a nova orientação da filosofia. Era natural. Propostas, como infalivelmente verdadeiras, as novas soluções sobre a existência e a natureza de Deus, as suas relações com o mundo, a origem e os destinos do homem, a obrigação e sanção da lei moral, não podiam deixar de ter uma repercussão profunda em toda a filosofia que versa sobre estas mesmas questões ainda que encaradas sob aspecto diverso“. Essa influência salutar e estimuladora do Cristianismo sobre a especulação filosófica, explica a tendência geral da filosofia da Idade Média, desde a patrística à escolástica, em harmonizar a razão com a fé, a filosofia com a teologia.
14. Sto. Tomás e a filosofia medieval. — A filosofia medieval atinge a sua plenitude com Sto. Tomás de Aquino, que corrige e aperfeiçoa o sistema aristotélico, estabelecendo, com admirável precisão, o objeto da filosofia, distinguindo esta da teologia e dando, assim, solução definitiva à questão das relações entre a razão e a fé.
15. Para Sto. Tomás, "filosofia e teologia são duas ciências distintas, não contrárias; a razão e a fé não se hostilizam. De fato, Deus manifesta-nos a verdade de dois modos: diretamente, pela revelação e, indiretamente, subministrando-nos, com as faculdades cognitivas, os instrumentos para adquiri-la. O estudo da verdade revelada é objeto da teologia, o estudo racional do universo é da alçada da filosofia. O objeto material das duas ciências poderá, por vezes, ser comum (a existência de Deus, a espiritualidade da alma, etc. são, ao mesmo tempo, verdades filosóficas e teológicas), mas o aspecto sob o qual o encaram as duas ciências (objeto formal) é sempre diverso, procedendo o estudo do dogma por autoridade e a filosofia por demonstração científica.
16. Assim, para Sto. Tomás, a filosofia é o "conhecimento científico que, pela luz natural da razão, considera as causas primeiras ou as razões mais elevadas de todas as cousas". Mas a filosofia não se confunde com as ciências particulares. A filosofia e as outras ciências têm o mesmo objeto material: tudo o que é cognoscível. A filosofia, porém, considera, formalmente, as causas primeiras, enquanto que as outras ciências consideram, formalmente, as causas segundas.
17 . Desta maneira, Sto. Tomás precisa e completa o conceito aristotélico de filosofia, diferenciando esta da teologia e das ciências particulares. Essa harmonia orgânica entre a filosofia e a teologia assinalada pelo gênio de Sto. Tomás seria mutilada ainda na Idade Média, por Guilherme de Occam, um dos pioneiros da decadência da escolástica que, no século XIV, pretendeu, em vão, erguer barreiras entre a razão e a fé.
FILOSOFIA MODERNA
18. Bacon e Descartes. — Com estes dois filósofos, inicia-se a filosofia moderna, que se orienta em duas direções: a do empirismo e a do racionalismo. Bacon parte da experiência externa, dos dados dos sentidos, para construir o seu sistema especulativo. Descartes, ao contrário, parte da experiência interna, dos dados da razão, do "penso logo existo", para edificar o seu sistema. Daí o motivo pelo qual Bacon reduziu a filosofia às ciências particulares, e Descartes submeteu as ciências particulares à filosofia.
19. Descartes concorda, assim, com os pensadores gregos ao conceber a filosofia como a totalidade do conhecimento científico. Mas, enquanto os gregos dividiam a filosofia em diversas ciências distintas, entre as quais a metafísica era considerada como a ciência filosófica, por excelência, Descartes concebia a filosofia como ciência essencialmente una, da qual a metafísica, a física, a mecânica, a moral, etc. seriam simples ramos. Se Bacon havia feito as ciências particulares absorverem a filosofia, Descartes fazia a filosofia absorver as ciências particulares. Ambos confundiam, por conseguinte, embora por pontos de partida e caminhos contrários, a filosofia e as ciências.
19. De Locke a Kant. — A partir do século XVII, a filosofia tende a se tornar ciência independente e autônoma. Este é o ponto de vista de Locke que inicia a orientação criticista na filosofia moderna. Locke desenvolve as idéias de Bacon e refuta, em nome da experiência, as idéias inatas de Descartes, para considerar a inteligência, ao nascer, como folha em branco, "tabula rasa". Para Locke, o objeto da filosofia deve ser "a análise e a crítica do entendimento humano".

20. A partir de Locke, o conceito de filosofia tende a se restringir cada vez mais. Para Berkeley e Hume, a filosofia é o "estudo da natureza humana" e, para Condillac, é a "análise das sensações". Com o idealismo de Kant, o conceito de filosofia como crítica do conhecimento se afirma de maneira absoluta. Kant refuta o empirismo inglês e o racionalismo cartesiano e considera o objeto da filosofia como sendo a determinação dos elementos "a priori" do conhecimento e da ação. Daí sua definição de filosofia: "legislação da razão humana". Entre os sucessores de Kant, a filosofia, embora mantendo sua individualidade e autonomia, tende, cada vez mais, a reaver sua autoridade de ciência universal. Assim, Fichte considera a filosofia como a "ciência da ciência" ("Wissenschaftenlehre"). Schelling, identificando a natureza e o espírito, como formas do absoluto, defende que o objeto da filosofia é "estudar a natureza no espírito e o espírito na natureza".
Hegel retoma a filosofia da identidade de Schelling para considerar o pensamento como fonte de toda a realidade. Donde sua definição de filosofia: "é a idéia que se pensa ("die sich denkende Idce"), a verdade que se conhece ("die sich wissen-de Wahrheit"). Desenvolvendo a concepção de Kant num sentido mais realista, Herbart considera a filosofia como a "elaboração dos conceitos visando a eliminação das contradições", e Schopenhauer a "ciência dos princípios da razão como fundamento de todo saber".
21. De Reid a Comte. — Enquanto os sucessores de Kant procuram universalizar a filosofia, embora a conservando encerrada nos limites do mundo subjetivo, Reid e seus discípulos negam a possibilidade da metafísica, como ciência dos primeiros princípios, reduzindo a filosofia à psicologia. Essa redução do âmbito da filosofia, ao longo do pensamento moderno, atinge seu último grau com Augusto Comte.
A filosofia de Comte á a negação da filosofia. O princípio básico do positivismo é que só o sensível é real, pois só o sensível pode ser conhecido. "De sua natureza, o homem está destinado a ignorar tudo o que ultrapassa a ordem empírica. Qualquer investigação que pretenda elevar-se acima dos fatos, indagando-lhes a origem, o fim e as causas está de antemão condenada à irremediável esterilidade. O homem só tem um modo de conhecer: o positivo, isto é, o sensível. No estudo dos fenômenos e no descobrimento das relações invariáveis de semelhança e sucessão que os ligam, deve cifrar-se toda nossa atividade intelectual. A metafísica é impossível. Possível é só a ciência positiva".
22. Dessa maneira, Comte renova o erro de Bacon, fazendo as ciências absorverem a filosofia e admitindo que o espírito humano só pode conhecer os fatos e suas leis, os fenômenos e suas relações. Coerente com esse ponto de vista, Comte reduz a filosofia à simples sistematização de conhecimentos, à mera classificação de ciências particulares.
23. De Husserl a Max Scheler. — No século XX, várias correntes filosóficas procuram reagir contra a redução do âmbito da filosofia realizada pelos pensadores modernos de Bacon a Comte. Movidas por uma necessidade natural da inteligência, essas correntes buscam ultrapassar o fenômeno sensível, terreno próprio da ciência, para atingir a substância íntima das cousas, a essência da realidade, que é o campo específico da filosofia.
Assim, Husserl define a filosofia como "ciência descritiva das essências"; Nicolai Hartmann, como "ciência dos objetos sob ponto de vista da totalidade"; Rehmke, como "ciência básica do dado em geral"; Windelbant, como "ciência dos valores universais"; Heiddegger, como "ontologia fenomenológica universal"; Max Scheler como "ato amoroso que põe o núcleo da pessoa humana em contacto com a essência das cousas” Todavia, a maioria das correntes filosóficas contemporâneas não consegue superar as limitações do idealismo kantiano e do positivismo comteano e, se inauguram, num certo sentido "ressurreição" da metafísica, é reduzindo a realidade ao âmbito das idéias ou negando à inteligência o poder de penetrar na intimidade do ser.
24. Conclusão. - Se quisermos uma definição clara e precisa da filosofia, teremos de voltar a Sto. Tomás de Aquino. As definições modernas são inexatas e unilaterais, pois não se baseiam numa visão ampla e profunda da natureza das coisas, nem consideram a realidade universal na totalidade dos seus aspectos. É interessante assinalar que os resultados das investigações cientificas contemporâneas vem confirmando, de certo modo, os pontos de vista de Sto. Tomas, segundo os quais, as conclusões da ciência possuem valor relativo e não passam de aproximações provisórias da realidade.
25. As transformações profundas que a maioria das ciências tem sofrido, desde os fins do século passado, são bem significativas a esse respeito. Segundo o testemunho dos mais famosos cientistas da atualidade, como Poincaré, Meyerson, Eddington, Einsteins, Jeans, a ciência experimental tem um raio de ação limitado. Não penetra na essência da realidade, nem desvenda a natureza intima das coisas. Somente a filosofia é capaz de sondar os mistérios do ser e de formular uma concepção integral do homem, da vida e do universo.

REFLEXÃO
POLÍTICA DO MAL MENOR OU PATROCÍNIO DO CRIME ORGANIZADO

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3 comentários:

Nathan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nathan disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
┼↨felipe↨┼ disse...

auhahuauh pokim =D,é tao poko q vo perde os dedos fasendo =/